domingo, 25 de abril de 2010

Vandalizadas viaturas de autarcas de Cedrim

Viatura de Presidente da Assembleia de Cedrim com pneu cortado depois de adiamento da Assembleia

Lisboa - O Presidente da Assembleia de Freguesia de Cedrim, no concelho de Sever do Vouga, apresentou hoje, domingo, queixa na GNR por actos de vandalismo na sua viatura e de outros dois elementos daquele órgão autárquico.

Em declarações à agência Lusa, Edgar Jorge, Presidente da Assembleia de Freguesia de Cedrim disse que a queixa se deveu aos actos de vandalismo que foram perpetrados sábado, à noite, em Carrazedo contra a sua viatura e as de outros dois elementos da assembleia de freguesia.

"Havia uma Assembleia de freguesia marcada para hoje (24/04/2010), na escola de Carrazedo, mas ao ver que esta não tinha condições para acolher a reunião adiei-a para o dia 08 de Maio", disse o autarca, acrescentando que quando se dirigia para a sua viatura esta apresentava um pneu cortado.

O mesmo aconteceu a outros dois autarcas também eleitos pelo PSD pelo que Edgar Jorge diz não ter "dúvidas de que os actos de vandalismo tenham sido uma retaliação" contra a sua decisão de adiar a Assembleia.

"É inadmissível que na noite em que há 36 anos se preparava a restituição da liberdade em Portugal ocorra uma situação destas", concluiu, acrescentando que os seus dois colegas de bancada também já formalizaram queixa contra o sucedido.

Notícia da LUSA pode ser vista em:


quinta-feira, 8 de abril de 2010

O vencedor do World Press Photo 2009

O grande prémio World Press Photo foi em 2009 para o italiano Pietro Masturzo, que fotografou a revolta de Teerão, após as presidenciais de Junho.

A Foto do Ano 2009 mostra mulheres a gritar do terraço de um prédio em Teerão no dia 24 de Junho, durante os protestos que se seguiram à polémica reeleição de Mahmoud Ahmadinejad como presidente do Irão.

O júri premiou os trabalhos de 63 fotógrafos de 23 nacionalidades em dez categorias. As imagens vencedoras foram escolhidas entre as mais de 100 mil inscritas por quase seis mil fotógrafos, um recorde do concurso.

A foto vencedora do prémio máximo "mostra o começo de algo, o início de uma grande história", disse a presidente do júri, a sueca de origem turca Ayperi Karabuda, em declarações publicadas no site do concurso.

Masturzo receberá o prémio durante uma cerimónia que acontecerá no dia 2 de Maio em Amesterdão, na Holanda, assim como um prémio monetário no valor de dez mil euros e equipamento de fotografia digital de última geração.

O vencedor do World Press Photo 2008

Em 2008, o freelancer Anthony Suau venceu a edição do World Press Photo pela segunda vez. A primeira foi em 1987 por causa do seu trabalho na Coreia do Sul.

A foto com que Anthony Suau ganhou a edição 2008 faz parte de uma foto-reportagem feita em Cleveland, Ohio (EUA). Nela vemos um polícia a revistar uma casa abandonada. O que destingue esta imagem é o facto de ter sido captada na sequência da crise de subprime que atingiu a economia americana com a mesma força e devastação com que o furacão Katrina atingira New Orleans. Em declarações à revista Time, o fotógrafo recordou o «estado de choque» que sentiu quando chegou a Cleveland: «Não havia uma única rua da cidade que não tivesse uma casa selada. Parecia o day-after do Katrina».

O que a câmara de Suau capta é a maior tragédia económica na América deste o período da Grande Depressão dos anos 30. Famílias obrigadas a pernoitar em abrigos por não terem possibilidade de pagar os empréstimos sobre as casas; ruas inteiras em que as casas foram abandonadas; e, na foto vencedora, vemos um detective, de arma em punho, certificando-se de que a casa foi realmente abandonada. O uso do preto-e-branco reforça a associação aos fantasmas americanos da Grande Depressão.

O próprio Anthony Suau – citado pelo Público – afirmou estar a atravessar muitas dificuldades na sua vida profissional: é freelancer, mas há dois meses que não recebia qualquer encomenda e até já admitia «mudar de emprego e vender a casa» que comprou para a família caso a situação não melhorasse.

Não estamos a falar de um fotógrafo qualquer, mas de alguém com uma carreira recheada de prémios. Começou aos 23 anos, em 1979 e, até 1985, trabalhou para os jornais Chicago Sun-Times e Denver Post. Em 1984, uma série de fotos mostrando a fome na Etiópia deu-lhe um dos mais cobiçados prémios do jornalismo, o Pulitzer. Tinha 28 anos. Um ano depois, entra na agência Black Star, dirigida por Howard Chapnick, um dos gigantes do fotojornalismo, e é nesse mesmo ano mais uma vez premiado, desta vez pela International Center of Photography Award, que o distingue com o prémio Outstanding Photographer under 30. Depois de ser considerado o fotógrafo de revista do ano pela NPPA Pictures of the Year, vence o World Press Photo 1987.

Documentou durante 10 anos as transformações na então União Soviética, o que lhe permitiu lançar um livro e expor as fotografias em Washington, Berlim, Milão, Moscovo, Budapeste e Nova Iorque, entre outras cidades.

Em 2001, iniciou um novo projecto (Between World – Kabul – New York), onde justapunha imagens do 11 de Setembro com as que ele tirou em Kabul, no Afeganistão, após a retirada dos Taliban, em Novembro desse ano. Em 2006 criou um novo projecto – War Anti War – uma declaração contra a guerra feita a partir de uma colecção de imagens tiradas nos últimos 20 anos.