terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A Vaca - Dr. Camilo Cruz

A Vaca é uma fábula de desenvolvimento pessoal e profissional que já cativou mais de 700 000 leitores e foi distinguida com o prestigiado Latino Book Award.

Através de uma divertida parábola, A Vaca demonstra que o verdadeiro inimigo do sucesso não é o fracasso, como muitos pensam, mas o conformismo e a mediocridade. A vaca simboliza tudo aquilo que nos mantém presos ao conformismo: desculpas, pretextos, justificações e falsas crenças. Todos temos mais «vacas» na nossa vida do que queremos admitir; este livro revela o que pode acontecer quando finalmente nos livramos destes obstáculos interiores e começamos a utilizar o nosso verdadeiro potencial.

Este livro revelou-me as "vacas" que existem em mim e ensina a matá-las, sem dó nem piedade. "A vaca representa todo o pretexto, justificação, mentira, racionalização, medo ou falsa crença que nos mantém presos a uma vida de mediocridade e nos impede de atingir a qualidade de vida que realmente merecemos. Em geral, toda a vaca pertence a uma destas duas categorias: as desculpas e as atitudes limitadoras."

"Todos temos barreiras mentais. Muitos de nós simplesmente decidimos livrar-nos delas nalgum momento da nossa vida, com a esperança de descobrir o nosso verdadeiro potencial. Você pode fazer o mesmo. A única coisa que precisa é de identificar as falsas crenças que têm vindo a limitar a sua vida até agora e substitui-las por ideias que o fortaleçam e lhe permitam utilizar o poder ue já reside dentro de si, o qual só espera ser utilizado para o ajudar a alcançar as suas metas mais ambiciosas".

Depois de "O Monge e o Executivo" (título brasileiro, que foi o livro que li, em português existe como "Servir para Liderar"), "Quem Mexeu no Meu Queijo" e "O Comprimido da Liderança", este livro ajuda-nos a uma introspecção obrigatória se queremos evitar uma vida de mediocridade e conformismo.

sábado, 15 de novembro de 2008

Morreu Rute Cruz

Rute Cruz, que durante largos meses fez dupla no Diário da Manhã, da TVI, com José Carlos Araújo, morreu a 6 de Novembro, vítima de leucemia.
Já em Outubro do ano passado, a jornalista tinha enfrentado uma paralisia facial, o que a obrigou a ficar afastada do pequeno ecrã. “A recuperação está a correr bem e devo regressar já em Fevereiro”, declarava Rute na altura.
Rute Cruz tinha 28 anos e tinha celebrado na semana anterior o primeiro aniversário de casamento com Ricardo Mendes, violinista na Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras. Um casamento de sonho para a jornalista que quando subiu ao altar já tinha conhecimento da doença de que sofria.
Contudo, o regresso acabou por não acontecer, uma vez que lhe foi diagnosticada uma leucemia, o que a obrigava a constantes idas ao hospital. Há cerca de mês acabou por ficar internada no Hospital S. Francisco Xavier, onde acabou por perder a luta contra o cancro.
Formou-se em Português e, depois de ter frequentado um curso no Cenjor e de ser hospedeira de terra na TAP, começou por apresentar um programa sobre a Igreja Evangélica, na RTP2. Mais tarde foi convidada para trabalhar na estação de Queluz, no Diário da Manhã, onde permaneceu apenas um mês. Seguiu-se a experiência de repórter no Deluxe, onde esteve durante um ano, e, em 2006, voltou a apresentar o programa informativo das manhãs da TVI.
O corpo da jovem jornalista esteve em câmara ardente na Basílica da Estrela. O funeral realizou-se em Santarém, de onde era natural.




segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ana Free - "In My Place"



Ana Free (Ana Gomes Ferreira), de 21 anos, é uma das novas estrelas criadas pelo YouTube. Trata-se de uma cantora portuguesa que mora e estuda em Londres. Não tem contrato assinado mas divulga as suas canções através do YouTube onde aparecem as filmagens com as suas actuações no quarto.

Dona de uma voz extremamente bonita e autora de canções simples na bela tradição dos songwriters, Ana Free tem vindo a atingir um sucesso enorme na Internet tendo já milhares de fans de todo o mundo, que a comparam a Katie Melua, Eva Cassidy ou Sheryl Crow.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Eleição da melhor canção portuguesa de 2008

Lanço-vos hoje, a exemplo do que já fiz no ano passado, o desafio de escolher a melhor canção portuguesa de 2008.
Existem cinco alternativas de votação à sucessora de "Encosta-te a mim" de Jorge Palma, vencedora de 2007, mas poderão ser sugeridas mais, em comentários que me sejam enviados para este post.
A votação decorrerá até ao dia 28 de Dezembro de 2008.

Per7ume - Intervalo

Mafalda Veiga - Estrada

Rita Redshoes - The Beginning Song

Classificados - Um segredo fechado

Klepht - Por Uma Noite

As coisas nem sempre são o que parecem (A.A. )

Dois Anjos viajantes pararam para passar a noite na casa de uma família muito rica. A família era rude e não permitiu que os Anjos ficassem no quarto de hóspedes da mansão. Em vez disso, deram aos Anjos um pequeno espaço no frio sótão da casa.

À medida que eles faziam a cama no duro piso, o Anjo mais velho viu um buraco na parede e tapou-o. Quando o Anjo mais jovem perguntou: porquê? O Anjo mais velho respondeu: As coisas nem sempre são o que parecem.

Na noite seguinte, os dois anjos foram descansar na casa de um casal muito pobre, mas o homem e a sua esposa eram muito hospitaleiros. Depois de compartilhar a pouca comida que a família pobre tinha, o casal permitiu que os Anjos dormissem na sua cama onde eles poderiam ter uma boa noite de descanso.

Quando amanheceu, no dia seguinte, os anjos encontraram o casal banhado em lágrimas. A única vaca que eles tinham, cujo leite havia sido a única entrada de dinheiro, jazia morta no campo.

O Anjo mais jovem estava furioso e perguntou ao mais velho: Como permitiu que isto acontecesse? O primeiro homem tinha de tudo e, no entanto, ajudou-o. O Anjo mais jovem acusava-o. A segunda família tinha pouco, mas estava disposta a compartilhar tudo, e você permitiu que a vaca morresse.

As coisas nem sempre são o que parecem, respondeu o anjo mais velho. Quando estávamos no sótão daquela imensa mansão, notei que havia ouro naquele buraco da parede. Como o proprietário estava obcecado com a avareza e não estava disposto a compartilhar a sua boa sorte, fechei o buraco de maneira que ele nunca mais o encontraria.

Depois, ontem à noite, quando dormíamos na casa da família pobre, o anjo da morte veio em busca da mulher do agricultor. E eu lhe dei a vaca em seu lugar. As coisas nem sempre são como parecem.

Algumas vezes, é exactamente isso que acontece quando as coisas não saem como esperamos. Se tiver fé, somente necessita confiar que, sejam quais forem as coisas que aconteçam, sempre serão uma vantagem para você. E talvez venha a compreender isto só um pouco mais tarde...

Algumas pessoas passam pelas nossas vidas e vão rapidamente... Algumas pessoas convertem-se em amigos e permanecem por algum tempo... Deixando lindas marcas nos nossos corações... e nunca voltamos a ser os mesmos, porque conseguimos um bom amigo!!!

O ontem é história. O amanhã um mistério. O hoje é uma dádiva. E é por isto que se chama Presente! Acredito que esta vida é especial... Então viva e saboreie cada momento...

Verdi - Traviata

Coro dos Ciganos - Verdi

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Obras na AR vão custar 3 milhões

A secretária-geral da Assembleia da República prevê que as obras na Sala do Senado do parlamento vão ficar concluídas até meados de Dezembro, uma obra que deverá terminar sem derrapagens.

As obras estão a ser feitas por cerca de quatro dezenas de pessoas que trabalham seis dias por semana durante cinco meses, um esforço para assegurar que estes trabalhos terminem dentro do prazo previsto.

Adelina Sá Carvalho espera que não haja trabalhos a mais nesta obra orçada em três milhões de euros, mas só no fim dos trabalhos é que se poderá saber ao certo o que vai acontecer neste particular.

Esta responsável está satisfeita pela execução destas obras que deverão substituir até ao próximo século, motivo que a faz considerar estes trabalhos como «emocionantes».

«Não é uma pequena, não é um retoque É qualquer coisa que vai ficar, que vai ficar depois com a aparência que tinha que é outro aspecto que privilegiamos. Quem não souber que esta obra se fez, vai parecer a sala que era antigamente», adiantou.

Adelina Sá Carvalho esclareceu ainda que os computadores que cada deputado vai ter acesso a partir do seu lugar vão estar enterrados nas secretárias, que estarão ainda equipados com uma gaveta que conterá o teclado e o ecrã.

A secretária-geral do Parlamento falou ainda sobre os dois ecrãs gigantes que vão ser colocados de um lado e de outro do Parlamento, que poderão vir a ser usados em apresentações, como por exemplo, quando se fala de incêndios.

«Costumamos falar dos incêndios, porque é uma imagem muito dramática. Passar uma imagem de incêndios quando se está a discutir o que se tem feito para combater os incêndios dá um impacto completamente diferente do que mostrar uma fotografia ou até uma notícia de jornal», concluiu.

Para além destas novidades, os deputados vão ter um novo sistema de ar-condicionado e uma iluminação que varia em função da luz natural e materiais protegidos contra o fogo e o caruncho.

com a devida vénia, da TSF

FMI prevê crescimento de 0,1% para 2009

Ao contrário das projecções do Governo, que prevê que a economia em Portugal cresça 0,6% em 2009, o FMI (Fundo Monetário Internacional) tem uma visão mais pessimista e admite que a economia portuguesa estagne no próximo ano, cifrando-se em valores ligeiramente superiores aos de 2008.

O FMI revela números preocupantes para Portugal. Após o crescimento de 1,9%, em 2007, o FMI admite que em 2008 o PIB português suba 0,6% e 0,1% em 2009.

A Taxa de Desemprego que, segundo o FMI, foi de 8% em 2007, vai descer para 7,6% em 2008 e voltar a subir para 7,8%, em 2009.

As boas notícias parecem chegar das Taxas de Inflação. Em 2007 registou-se uma taxa de 2,4%, mas a escalada dos preços dos combustíveis e das matérias-primas em 2008 deverá levar a inflação para os 3,2%. Em 2009, com uma economia estagnada, o FMI admite que a inflação seja de 2%.

O Défice Externo (em % do PIB) foi de 9,8% em 2007, subirá para os 12% em 2008 e para os 12,7% em 2009, são ainda previsões daquele organismo internacional.
Angola no topo do crescimento
O PIB deverá variar positivamente em 2009 nos países emergentes, segundo o FMI, com especial destaque para Angola, o único país onde a economia subirá dois dígitos:
* ANGOLA (+12,8%)
* CHINA (+9,3%)
* ÍNDIA (+6,9%)
* EMIRADOS ÁRABES UNIDOS (+6,0%)
* ESLOVÁQUIA (+ 5,6%)
* RÚSSIA (+5,5%)
* MARROCOS (+5,5%)
* ROMÉNIA (+4,8%)
* NOVA ZELÂNDIA (+4,5%)
* ARGÉLIA (+4,5%)
No plano oposto são esperados decréscimos em alguns países europeus que levam o FMI a vaticinar um crescimento em 2009 de apenas 0,2% na Zona Euro. Os piores países no próximo ano deverão ser:
* ISLÂNDIA (-3,1%)
* LETÓNIA (-2,2%)
* IRLANDA (-0,6%)
* ESPANHA (-0,2%)
* ITÁLIA (-0,2%)
* REINO UNIDO (-0,1%)
Os Estados Unidos deverão ter um crescimento de 0,1%, em 2009. Ligeiramente melhor estará o Japão que regista uma subida de 0,5%.

Wolfgang Amadeus Mozart - Piano Concerto No. 21 - Andante

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Maus Tratos a Animais (AVISO: Imagens de extrema violência, se é sensível não veja este vídeo)

DENUNCIAR!

Depois de ver estas imagens que me sensibilizaram e emocionaram profundamente ocorrem-me uma série de questões:
PORQUÊ?
Que gosto mórbido pode ter uma pessoa (se assim pode ser considerada) no sofrimento de quem não se pode defender?
Que prazer ou que lucro podem justificar tamanha atrocidade?
Que mundo é este que deixa impune quem assim procede?
Estas imagens revoltam. Exponho-as porque considero que estes casos não devem passar despercebidos. Não devem ser escondidos. Tenho direito à indignação e não consegui ficar indiferente.



Pledge to go fur-free at PETA.org.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sítio do Picapau Amarelo [1981] - Abertura

Males D'amor (Sempre Fatais) - Paulo Gonzo

Males d'amor
Quem é que os não tem
Sempre tão fatais
Mas no fim
Não matam ninguém
Passam e nada mais
São assim
Se vires com atenção
Partida mordaz
Que esta vida
Prega ao coração
A ver o que ele faz

E tu dizes
Que querias morrer
E coisas assim
Pensa bem
Antes de falar
E olha bem p'ra mim
Olha bem
Não vás 'inda acabar
Por te arrepender
Ganha quem
Quem souber calar
Quem souber esquecer

Esquece a dor
Que agora sentes
Que ela há de passar
E essas feridas
Abertas do amor
Também hão-de sarar

Quantas vezes
Disseste jamais
E juraste até
P'ra mais tarde
Voltares outra vez
A perder o pé
É sempre assim
Se vires com atenção
Partida mordaz
Que esta vida
Prega ao coração
A ver o que ele faz
A ver o que ele faz

Esquece a dor
Que agora sentes
Que ela há de passar
E essas feridas
Abertas do amor
Também hão-de sarar

terça-feira, 15 de julho de 2008

Português é a sétima língua

Mais de 244 milhões de pessoas falam português, a sétima língua mais falada em todo o mundo, atrás do inglês, chinês, espanhol, japonês, francês e alemão.

A língua portuguesa está a despertar um súbito interesse em países como a China, África do Sul, Namíbia e mesmo em Espanha, onde, no prazo de 20 anos, passou-se de 100 alunos para 10 mil. "Figo tem alguma coisa a ver com isso", disse Carlos Reis, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e reitor da Universidade Aberta, autor de um estudo sobre a internacionalização da língua portuguesa.


Em África o português já é a terceira língua mais falada. Cerca de 35 milhões de africanos têm o português como língua de referência, mas dentro de 20 anos deverão ser cerca de 55.


Na China o português também já se tornou indispensável, para fazer negócios em África. É o chamado português instrumental. Carlos Reis diz que Portugal não tem capacidade de resposta, por isso o ensino de português é feito sobretudo por brasileiros, "o que é extraordinário quando em Portugal há centenas de professores no desemprego. A presença portuguesa deixou marcas na Ásia, como na Índia, Japão e Macau (onde o português é língua oficial por 50 anos). Este território é encarado por Pequim como uma plataforma de relacionamento com os países lusófonos e pode constituir "uma oportunidade de revitalização da língua portuguesa".


Portugal assumiu este mês a presidência da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa) e assume como prioridade defender e expandir o português. Criar um Fundo de Língua, concentrar o ensino no estrangeiro no Instituto Camões e reforçar os canais internacionais são algumas das medidas.

PAÍSES DE LÍNGUA OFICIAL PORTUGUESA (população residente):
1. Brasil (191.908.598)
2. Moçambique (21.284.701)
3. Angola (12.531.357)
4. Portugal (10.676.910)
5. Guiné-Bissau (1.503.182)
6. Timor-Leste (1.108.777)
7. Cabo Verde (426.998)
8. São Tomé e Príncipe (206.178)

Com a devida vénia, adaptado do jornal "Expresso"

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O Comprimido da Liderança (Ken Blanchard)

Comprei o livro no dia 22 de Junho, acabei de o ler hoje (dia 3 de Julho). Mas podia ter terminado há mais tempo, não andasse a ler 3 livros em simultâneo, o Expresso todos os sábados e, esta semana, também a revista Sábado (não podia perder uma revista que fala dos paraísos que são as nossas ilhas, as quais tive o prazer de conhecer no último ano).

O livro é fantástico e baseia-se numa parábola. Tem menos de cem páginas e muitas delas surgem apenas com frases-chave. Penso que é da mesma colecção de "Quem Mexeu no Meu Queijo".
Partilho inteiramente da ideia base do autor neste livro. Qualquer um pode ser líder, mas, em vez de um qualquer comprimido milagroso, só tem de adoptar a "Mistura Secreta para uma Liderança Eficaz", composta por três ingredientes: integridade, parceria e louvor.
Recomendo a leitura deste livro que se lê em três tempos. Tanto a líderes como a liderados.
SINOPSE: Um belo dia, uma empresa anuncia ter descoberto e estar prestes a comercializar um comprimido que transforma qualquer um num líder eficaz. Esta inovação – o Comprimido da Liderança – parece prestes a revolucionar o mundo empresarial e a resolver todos os problemas gerados pela falta de líderes talentosos. Mas um dos gestores de maior renome na área da liderança – o Verdadeiro Líder – afirma ser capaz de levar qualquer equipa a produzir bons resultados… sem tomar o comprimido e recorrendo apenas à confiança, ao respeito, à parceria e à transparência! O seu desafio é aceite e tem início o concurso entre a liderança com e sem comprimido, seguido de perto pelos media e por toda a classe empresarial. Conseguirá o Verdadeiro Líder ganhar sem a ajuda do Comprimido da Liderança? Que surpresas se revelarão ao longo deste original concurso? Existirá, na verdade, uma «fórmula mágica» capaz de produzir líderes instantaneamente? No seu mais recente best-seller, Ken Blanchard recorre a uma divertida narrativa para revelar quais são os verdadeiros ingredientes da liderança eficaz.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Hey Manhattan! (Prefab Sprout)

Queremos Paz (Gotan Project)

Felicidade e Sonhos. Uma linda mensagem!

10.5: Apocalipse


O DIA EM QUE A TERRA NÃO AGUENTOU...


"10.5: Apocalipse" (2006 - 115m). A TVI exibiu ontem a 1ª. parte deste filme e prepara-se para colocar no ar a segunda. É um filme arrepiante, mas que dá que pensar. E se em vez dos Estados Unidos fosse em Portugal? Estaremos nós preparados para uma catástrofe à escala nacional? Como autarca, garanto que não.


Não culpo autarquias nem Governo. Só pensamos em Santa Bárbara na hora do trovejo. O Terramoto de 1 de Novembro de 1755, que fez tremer Lisboa, foi um pequeno exemplo. Após 250 anos continuamos a pensar que as desgraças acontecem apenas no quintal do vizinho e não nos preparamos adequadamente para o nosso quintal.


SINOPSE: Um pequeno abalo sísmico é sentido na costa oeste dos Estados Unidos. Por se tratar de um sismo com epicentro num lugar onde estão instaladas duas centrais nucleares, a sismóloga Samantha Hill (KIM DELANEY - C.S.I. MIAMI) é chamada para uma investigação mais profunda do acontecimento. Ela chega à conclusão que, se houver um sismo de amplitude maior, haverá o risco de se abrir uma falha que provocará a morte a milhões de pessoas. É preciso evitar um apocalipse nuclear...Uma verdadeira corrida contra o tempo!


REALIZADOR: John Lafia


INTÉRPRETES: Kim Delaney, Beau Bridges, Frank Langella, Melissa Sue Anderson, Dean Cain, Oliver Hudson, Carly Pope, David Cubitt, Tyrone Benskin.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Ludwig van Beethoven: Ode an die Freude/Ode to Joy

Não à Europa federalista

Os políticos terão de uma vez por todas respeitar a democracia. Em três países onde se fez o Referendo à Europa, o "Não" ganhou. Depois da França e da Holanda foi hoje também a vez da Irlanda, que disse "Não" ao Tratado de Lisboa.

Se a maioria não concorda com uma Europa federalista, mas sim com uma Europa Económica, para quê insistir?

O caso português foi paradigmático. O Governo socialista, bem apoiado pela oposição social-democrata, aceitou, sem referendo, uma Europa dos Grandes. Eu não passei procuração a ninguém para decidir por mim sobre quem me deverá administrar. Nasci português e queria que os meus governantes fossem portugueses. Há razões históricas, concerteza, que vêm desde o tempo em que D. Afonso Henriques conquistou esta parcela à beira mar.

Esta singularidade portuguesa existe também noutros Estados europeus. A grande riqueza europeia está na diversidade de culturas (latina, nórdica, báltica, entre outras). A Europa vem desde o gelo até ao Mediterrâneo e desde os Urais até ao Atlântico. É um território vasto, rico em tradições, em cultura, em história.

Juntar tudo no mesmo saco e passar a considerar a Europa como um só Estado Federalista, tipo Estados Unidos da Europa é uma ideia simultaneamente peregrina, mas também bacoca.

É como se a Europa precisasse de se colocar a reboque do mundo e não o contrário. É um assumir claro da nossa dependência aos Estados Unidos da América e aos países asiáticos emergentes. É a criação de uma auto-defesa para combater um inimigo externo que passará a estar algures na Ásia, América ou quiçá, em África.

A Europa não precisa de se proteger. A Europa é o berço da civilização ocidental e ninguém ataca as suas próprias "raízes", pois corre o risco de "secar".

Não queremos uma Europa apenas dos "Grandes", como preconizam todos os acordos e tratados que pretendem federalizar o continente. Queremos uma Europa de todos. Com várias línguas e várias culturas.

Quando é que Durão Barroso e os "patrões" da nova Europa percebem isto? Quantos mais tratados vão ter de ser rejeitados? É só colocar a referendo e qualquer país votará contra o federalismo europeu como já o fizeram a França, Holanda e agora também a Irlanda.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Charanga no 40 Horas Non-Stop de Serralves



Pelo terceiro ano consecutivo marquei presença no "40 Horas Non-Stop de Serralves", no Porto. Vi o espectáculo poético e visual, “Charanga”, dos Circolando, e gostei. O espectáculo cómico levou a criança que estava ao meu lado, a Matilde, ao colo da avó, a segredar-lhe: "Eles são malucos", como quem diz: "O Rei vai nu". Mas afinal um espectáculo circense não tem de ser maluco, para ser cómico? Como podia a Matilde imaginar na inocência da sua tenra idade?

O espectáculo parte de dois objectos simbólicos, a bicicleta e a fanfarra. Parte das entranhas da terra para desejar os elementos ali ausentes: luz, ar, viagem… Procura a solidão, a nostalgia dos mineiros… e inventa para eles um sonho de criança. Um sonho de fuga e evasão em círculos de um carrossel. Um sonho que se conta com música. A música de uma pequena filarmónica de sopros. O espaço de sonho tem a forma de um círculo. Um círculo de terra com uma enigmática peça de ferro ao centro. Antes, houve uma vida dentro da terra fria e longas viagens por estradas sem fim. Histórias de um antes de ali chegarem que o que abre o espectáculo transpõe para a tela.

A Companhia Circolando existe desde 1999. Faz espectáculos que propõem um teatro visual e interdisciplinar que cruza o teatro físico, a dança, o teatro de objectos, o circo, a música e o vídeo. A companhia vem afirmando a singularidade do seu projecto artístico com a criação e difusão dos espectáculos Caixa Insólita, Rabecas, Giroflé, Charanga, Cavaterra e Quarto Interior. Fora de Portugal, a Companhia Circolando já foi acolhida em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Eslovénia, Coreia do Sul, etc...

LA FLOR MÁS GRANDE DEL MUNDO - José Saramago

Deliciemo-nos com esta versão animada do livro infantil de José Saramago "A Maior Flor do Mundo". Produzido em 2007, o filme ganhou o prémio de melhor animação do Anchorage Internacional Film Festival e foi nomeado para os Goya deste ano na categoria de melhor curta-metragem. Saramago aparece no filme, como narrador e como personagem.


Já tens o Meo?

Esta publicidade está o máximo!!!

Sócrates, 1 - Camionistas, 0

Nenhuma classe de trabalhadores, nenhuma entidade ou instituição pode fazer chantagem sobre qualquer Governo, exigindo melhores condições e justificando os meios com os fins preconizados.

Os camionistas pararam. Pararam porque os patrões os mandaram parar. A greve aconteceu em Portugal como em Espanha. Os postos de combustível secaram, as prateleiras dos supermercados ficaram vazias e muitas empresas (a Auto-Europa, por exemplo) tiveram de reduzir a produção por falta de matérias-primas.

Com o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, "refugiado" no Brasil, coube ao Primeiro-Ministro José Sócrates pegar na "batata quente". No Parlamento referiu que esteve até à 1,30 da madrugada em São Bento, desdobrado em reuniões.

Por fim o "fumo branco" e a greve das transportadoras era "suspensa" em Portugal. O pacote ridículo de reivindicações era semi-satisfeito, com arte e engenho político, sobejamente reconhecido ao nosso Chefe de Governo (a proximidade de eleições não será alheia). A situação era insustentável. Sócrates soube ceder sem abrir a "Caixa de Pandora" que era satisfazer integralmente os caprichos de um sector (transportes rodoviários), com argumentos absurdos do aumento dos combustíveis. Uma das cláusulas do acordo prevê que os pagamentos neste sector passem a fazer-se a 30 dias(!!!). O que é que o Governo tem a ver com isto??? O Prazo de Pagamento não deverá ser negociável num acordo comercial de uma economia de mercado???
Sócrates teve uma leitura correcta dos acontecimentos. Acabar com o mal antes que este se ramifique. A falta de combustível no Aeroporto de Lisboa parece ter sido o motivo que despoletou o "acordo".

Ao contrário, em Espanha, Zapatero mostra-se intransigente, e a greve continua.

DEPENDÊNCIA: Grande parte das empresas portuguesas estão amplamente dependentes dos transportes terrestres. Excessivamente, leia-se. Miguel Sousa Tavares teve uma importante leitura no Jornal Nacional, da TVI. "Abandonou-se a via ferroviária, acabando-se com determinados ramais, e o resultado está à vista. E não é com TGV's que resolvemos isto". As palavras, embora não contextuais, foram basicamente estas. Subscrevo-as na íntegra.

FERROVIAS: Na maior parte dos países europeus, existem vias ferroviárias dessiminadas de igual forma por todo o território. Em Portugal abandonámos há duas décadas esta opção. O transporte de mercadorias (e de pessoas), por esta via, devia ser exaustivamente estudado. Além das vantagens evidentes para o ambiente, e acredito que com o aumento dos combustíveis também traga vantagens económicas, haveria um risco menor, em casos como este, da paralização rodoviária. Em Portugal a rede ferroviária quase que se resume à Linha do Norte (Lisboa-Porto). João Cravinho (no tempo do Governo de António Guterres) bem tentou apostar nesta alternativa.

MAR: O recurso ao transporte marítimo, entre cidades portuárias, também devia ser equacionado. Tão voltados que estamos para o litoral em certas coisas e sempre com uma visão tão limitada e redutora. Todas as possibilidades devem estar sobre a mesa para que o Estado esteja menos "vulnerável", como o reconheceu hoje José Sócrates.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Eleições no PSD

Observador atento da política nacional, teria de, obrigatoriamente tecer o meu comentário sobre as eleições no PSD que se realizam este fim-de-semana.

Já não faço parte deste partido (ao qual pertenci durante 12 anos) mas admito que desde que Luís Filipe Menezes se demitiu e se foram perfilando os candidatos, já mudei o meu sentido de voto.

Inicialmente inclinava-me para Pedro Passos Coelho. O jovem candidato desiludiu-me no debate televisivo da TVI. Defendeu as ideias de Manuela Ferreira Leite (a senhora "estadista" ou "dama-de-ferro à portuguesa") quando assumiu o fim do Serviço Nacional de Saúde tendencialmente gratuito.

Durante a campanha nunca soube fazer a diferença e, como tal, fosse eu "laranja" e o Pedro Passos Coelho não levaria o meu voto.

Pelo contrário, Santana Lopes perfilou-se, a meu ver, o único capaz de derrotar a "mulher do aparelho" e desceu "às bases" para contar espingardas.

A avaliar pela sondagem da TVI, Manuela Ferreira Leite será eleita líder dos sociais-democratas, somando tantos votos como os dois Pedros juntos. Mas estas coisas são muito incertas.

Nunca vi o Ribau Esteves (PCM Ílhavo) perder uma eleição. Disse-lhe isto à porta do Restaurante Cortiço, em Sever do Vouga, quando ele derrotou Hermínio Loureiro na primeira vez que se candidatou a líder da distrital aveirense do PSD. Esperei com expectativa qual a posição que iria tomar, após ter insistido (demasiadamente, a meu ver) pela recandidatura do demissionário colega autárquico de Gaia.

Tanto quanto sei, Ribau apoiará Santana. E faz todo o sentido. As "bases" é que contam. Restará saber se o partido vai querer uma repetição do último acto eleitoral (Sócrates vs. Santana) ou colocar uma mulher a liderar o partido. Aposto que mais uma vez Ribau optou pelo cavalo certo.

Santana tem o estilo de Sá Carneiro, tem o importante apoio do PSD-Madeira, é parlamentar, vai cobrar as promessas que Sócrates fez (e não cumpriu) e defende as classes mais baixas. A forma como aborda o Sistema Nacional de Saúde é disso exemplo. Por último vai provar que pode chegar a Primeiro-Ministro pela via das eleições, dando uma "chapada de luva branca" a Jorge Sampaio que inexplicavelmente (ou para fazer o frete ao PS) o demitiu do mais alto cargo governativo português. As contas com o passado podem fazer-se em menos de um ano e o último a rir...

Serralves em Festa

Fui nos últimos dois anos (2006 e 2007) ao Serralves em Festa-40 Horas Non Stop. Vale a pena!

http://www.serralvesemfesta.com/gca/index.php?id=26

Tears Dry on Their Own - Amy Winehouse




Amy-Jade Winehouse nasceu em Londres, Reino Unido, a 14 de Setembro de 1983 e tem-se destacado como cantora e compositora de soul, jazz e R&B. Com dez anos fundou uma banda amadora de rap chamada "Sweet 'n' Sour, as Sour", descrevendo-a hoje em dia como "the little white Jewish Salt 'n' Pepa"

Aos 13 anos Amy ganhou a sua primeira guitarra eléctrica e com apenas 16 anos de idade cantava profissionalmente ao lado duma amiga, cantora de soul, Tyler James.

O seu álbum de estréia,"Frank" (2003), foi indicado para o Mercury Music Prize. Porém, o mais divulgado e o que obteve grande sucesso de crítica e público foi o majestoso "Back to Black" de Outubro de 2006.

Para compor o álbum, inspirou-se pelo DJ e produtor Mark Ronson. O estilo da cantora, calcado no jazz e inspirado em sonoridades das décadas de 50 e 60, traz muito do Pop, do Soul, de Supremes e Aretha Franklin. As letras falam de amores e perdas, de uma forma bastante pessoal. Amy, com grande e subtil sentido de humor, escreve sobre as experiências pessoais de uma mulher madura, mas que, como uma adolescente, precisa de se expor.

Assim sendo, "Back to Black" fala de tragédias pessoais mas ao mesmo tempo, sentimental e forte. A 14 de Fevereiro de 2007, ganhou um BRIT Award para Melhor Artista Feminina Britânica.

Para mais informações visitem o site oficial em:

http://www.amywinehouse.co.uk/

domingo, 25 de maio de 2008

Coruja das Torres

A Coruja das Torres (Tyto Alba) mede cerca de 32 a 36 cm de comprimento. É caracterizada por ter a face achatada e em forma de coração. Toda a parte superior do corpo é em tons de castanho-claro com manchas de cinzento. A cauda é da mesma cor, e é quadrada e curta. O bico é cinzento e enganchado. Esta ave tem por hábito balançar-se para os lados e soprar ruidosamente, de forma a defender-se dos seus predadores.

Habitat

É uma espécie residente em Portugal. O seu habitat é bastante diversificado, exigindo apenas zonas abertas onde possa caçar, e locais onde se esconder durante o dia. Alimenta-se de micro mamíferos e os seus terrenos de caça incluem a cidade, terras agrícolas e outros do género.
A época de reprodução é durante a Primavera, mas pode acasalar fora desta época. Realiza 1 ou 2 posturas de 4 a 7 ovos, cuja incubação dura 32 a 34 dias. As crias dão os primeiros voos ao fim de cerca de 60 dias.

sábado, 24 de maio de 2008

Alegria (soneto)

Será a alegria um hino?
Ou antes será a satisfação
E o que a provocará então
Se não sei que é, não a defino.
.
Papoila, chocolate, tentação.
Anona doce me faz menino.
Será a alegria um hino?
Ou uma leoa de emoção?
.
A alegria é o momento
Que se agarra ou que se vive
Depressa levado pelo vento.
.
Reconfortante porque a tive
Lapso de tempo em movimento
caindo em eterno declive.
.
EJ (Lx, 04/05/08)

domingo, 18 de maio de 2008

Dream On Girl - Rita Redshoes



Dream On Girl

Dream on girl, Dream on girl
I want to see you sleep tonight
You’re up and down
You hit the ground
And time is drifting trough your fears

I can’t find your dreams tonight
And make your lover come back home
If you don’t know, you are on your own
I’ll choose the best days for your sleep

Come back to see the day you lost your heart
And odd your hopes
I’ll take you to see the sunrise and try to catch your ghost... oh...

Come on girl, a dream is your world
The signs you see are in your mind
The words that you speak are here in my ear
So I can hear you falling down

Take a breath to see me (Take a breath to see me)
I can wait for you too (I can wait for you too)
Live our live with no hopes but
If you still believe…

Come back to see the day you lost your heart
And odd your hopes
I’ll take you to see the sunrise and try to catch your ghost

Come back to see the day you lost your heart
And odd your hopes...


A história da portuguesa Rita Redshoes no universo musical começa a desenhar-se em 1996. Na altura a cantora era conhecida como Rita Pereira e desempenhava o papel de baterista no grupo de teatro "ITA VERO".

Um ano depois assumiu os comandos vocais dos Atomic Bees, que editaram o álbum "Love.noises.and.kisses" no ano 2000, realizaram uma extensa digressão e lançaram uma versão de 'Perfect', o tema popularizado pelos Fairground Attraction, incluída na colectânea "Optimus 2000 - Novos Talentos".

Mais tarde tocou baixo no grupo Rebel Red Dog e piano no projecto Photographs. Este último funcionou como uma espécie de embrião do que a cantautora apresenta, actualmente, enquanto Rita Redshoes.

A partir de 2003 tornou-se a teclista de serviço na banda de suporte de David Fonseca, com quem interpretou o tema 'Hold Still', do álbum "Our Hearts Will Beat As One", o segundo na carreira do antigo vocalista dos Silence 4.

Em 2007, o imaginário do filme "O Feiticeiro de Oz" e o clássico 'Let's Dance', de David Bowie, inspiraram-na a adoptar o nome de Rita Redshoes. Na mesma altura começa a alinhavar o seu primeiro álbum em nome próprio e dá a conhecer o single 'Dream On Girl', incluído na colectânea "Novos Talentos - FNAC 2007" e considerado, por alguns órgãos de comunicação, um dos melhores desse ano. Mais tarde, esse tema havia de ser interpretado com o subtítulo de classical version, acrescentando à versão original uma secção de cordas.

No inicio do ano seguinte, Redshoes assegura as primeiras partes de diversos concertos do autor de 'Superstars' e apresenta-se em nome próprio em várias salas, como o Santiago Alquimista, em Lisboa.

O disco de estreia, "Golden Era", chega, finalmente, aos escaparates em Março de 2008. O registo é produzido pela própria Rita, em parceria com Nelson Carvalho, e além do primeiro avanço, reúne temas como 'Choose Love', 'Once I Found You' e 'Minimal Sounds', bem como 'Hey Tom', a faixa eleita para ser o segundo single.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

28 dias

A Lua, as marés e o ciclo menstrual feminino têm em comum regularem-se por ciclos de 28 dias. Um amor também pode durar este período!

Desde os sorrisos do primeiro encontro até às lágrimas da despedida este pequeno percurso de escassos quilómetros entre o Parque das Nações e Santa Apolónia durou 28 dias. O Tejo é testemunha! O Nilo e Zeus são cúmplices... Mas foi S. Marcos, o patrono deste amor tão intenso e tão efémero, que mais o presenciou.

Os peixes dos Oceanos, o covil da leoa e o bairro lá no alto são testemunhas capitais, como é Belém. Sintra ali tão perto e uma praia de maçãs e espuma...

Havia música familiar e amigos a assistir. O Verde dos campos e rios e ribeiros de cascatas de água pura e cristalina. Num dos locais as caras funestas de velório, o excesso de palavras foi sonolento e a noite terminou onde as abelhas começam...

Antes de se conhecerem já faziam amor em campos verdejantes repletos de papoilas de um vermelho intenso... como o amor que os unia. As flores e as plantas uniam-os desde o primeiro dia. A partilha de uma anona e um rebuçado de funcho adocicaram os sentimentos de ternura e carinho.


Por cumprir ficaram promessas de noites luarentas em pequenas embarcações de um pequeno rio, ou nas rochas do cimo de uma montanha. O sorriso acompanhou sempre os caracóis ondulados do cabelo ao vento...

28 dias é um ciclo que pode durar um segundo ou uma vida. Tudo depende do aproveitamento dado às 672 horas que o completam.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Sketches dos Monty Python em Sever do Vouga

Se gosta de rir, não perca os melhores com os actores António Feio, José Pedro Gomes, Miguel Guilherme, Bruno Nogueira e Jorge Mourato.

Juntos pela primeira vez prestam homenagem aos génios que lhes ensinaram uma grande parte do que sabem sobre comédia, sobre o lado bonito da vida e sobre a arte de evitar ser esmagado por um pé gigante vindo sabe-se lá de onde, numa sucessão imparável de sketches clássicos dos Monty Python, traduzidos e adaptados por Nuno Markl.
É já sábado, 17 de Maio pelas 22h00 no CAE de Sever do Vouga. O preço de entrada é de 10€.

domingo, 11 de maio de 2008

Bufalos recuperam cria a leões



Um video-amador registou estas imagens enquanto fazia um safari em África. Tentou vender as imagens à National Geographic, mas foram recusadas porque "não aceitavam imagens feitas por amadores".
As imagens de uma cria de búfalo a ser atacada por leões e o posterior resgate foram colocadas no Youtube e registaram mais de 30 milhões de visitas. Após este sucesso de visualização a National Geographic pondera agora comprar os direitos de autor deste vídeo.
As imagens mostram a força da união dos bufalos que recuperam a cria dos leões e deixam-nos a máxima de que "a união faz a força" que se pode aplicar a cada um de nós.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Letra da Música "Males d'Amor" - Paulo Gonzo


MALES D'AMOR
QUEM É QUE OS NÃO TEM
SEMPRE TÃO FATAIS
MAS NO FIM
NÃO MATAM NINGUÉM
PASSAM E NADA MAIS
SÃO ASSIM
SE VIRES COM ATENÇÃO
PARTIDA MORDAZ
QUE ESTA VIDA
PREGA AO CORAÇÃO
A VER O QUE ELE FAZ

E TU DIZES
QUE QUERIAS MORRER
E COISAS ASSIM
PENSA BEM
ANTES DE FALAR
E OLHA BEM P'RA MIM
OLHA BEM
NÃO VÁS 'INDA ACABAR
POR TE ARREPENDER
GANHA QUEM
QUEM SOUBER CALAR
QUEM SOUBER ESQUECER

ESQUECE A DOR
QUE AGORA SENTES
QUE ELA HÁ DE PASSAR
E ESSAS FERIDAS
ABERTAS DO AMOR
TAMBÉM HÃO-DE SARAR

QUANTAS VEZES
DISSESTE JAMAIS
E JURASTE ATÉ
P'RA MAIS TARDE
VOLTARES OUTRA VEZ
A PERDER O PÉ
É SEMPRE ASSIM
SE VIRES COM ATENÇÃO
PARTIDA MORDAZ
QUE ESTA VIDA
PREGA AO CORAÇÃO
A VER O QUE ELE FAZ
A VER O QUE ELE FAZ

ESQUECE A DOR
QUE AGORA SENTES
QUE ELA HÁ DE PASSAR
E ESSAS FERIDAS
ABERTAS DO AMOR
TAMBÉM HÃO-DE SARAR


Paulo Gonzo

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Luz Vaga - Mesa (com Rui Reininho)

She's a Star (Live) - James

Queima das Fitas - Coimbra 2008


Programação de concertos (Noites do Parque):


2 de Maio (Sexta-Feira)
Fingertips
Dapunksportif
As Fans

3 de Maio (Sábado):
David Fonseca
Hands On Approach
Tuna Masculina de Medicina
Tuna Feminina de Medicina

4 de Maio (Domingo):
José Malhoa
Tiago Silva e Ganda Malucos
Hi-Fi
Fan-Farra Académica de Coimbra

5 de Maio (Segunda-Feira):
Primitive Reason
Quinta do Bill
Estudantina

6 de Maio (Terça-Feira):
Clã
Mind da Gap
In Vino Veritas
As Mondeguinas

7 de Maio (Quarta-Feira):
Yves LaRock
Jorge Palma
Moranguitos
Phartuna

8 de Maio (Quinta-Feira):
Gabriel, o Pensador
Ez Special
Coral Quecofónico do Cifrão

9 de Maio (Sexta-feira):
Anthony B
Tiago Bettencourt
Orxestra Pitagórica

10 Maio (Sábado):
Jame
Mesa
Rags

Queima do Porto 2008


Noites do Queimódromo (Porto)

Dia 4
Plaggio

Blasted Mechanism
Jorge Palma & Os Demitidos
David Fonseca

Dia 5
Sam The Kid

Gentleman

Dia 6
Agrupamento Musical Diapasão

Quim Barreiros

Dia 7
Irmãos Verdades

Clã

Dia 8
Trabalhadores do Comércio

Sean Kingston

Dia 9
Wraygunn

Xutos & Pontapés

Dia 10
Expensive Soul
Da Weasel

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Semana do Enterro - Aveiro 2008


A Semana do Enterro já tem cartaz. De volta ao Estádio Municipal, a festa académica terá este ano oito dias de animação. Do programa, para além das presenças habituais, destacam-se os Irmãos Verdades e o DJ e rapper brasileiro MC Cidinho.

Em vez dos habituais seis dias, a Semana do Enterro terá este ano oito dias de animação musical, com um programa paralelo de actividades culturais e desportivas que se prolonga por duas semanas, com início a 25 de Abril. O FITUA – Festival Internacional de Tunas da Universidade de Aveiro acontece nos dias 25 e 26, sexta-feira e sábado, no Centro Cultural e de Congressos. Na música, as presenças são as habituais em festas académicas: Mind da Gap, Xutos e Pontapés, David Fonseca, Blasted Mechanism, Quim Barreiros. A novidade são os Irmãos Verdades, a banda africana que mais se tem destacado em Portugal. Tocam kizomba e outros ritmos africanos e são autores de temas como «Yolanda» ou «Isabella». Do programa de concertos faz parte ainda uma banda de baile, a Meidin, que vai animar a noite de 1 de Maio. Este ano não haverá tenda discoteca. Os DJ’s actuam no palco principal, após os concertos. A 30 de Março, o recinto do Enterro do Ano, que volta a localizar-se nas imediações do Estádio Municipal, recebe MC Cidinho e MC Doca, DJ’s vindos do Rio de Janeiro para actuar pela primeira vez em Portugal. São responsáveis pelo «Rap da Felicidade», tema que integra a banda sonora do filme «Tropa de Elite», de José Padilha, vencedor do Urso de Ouro de Melhor Filme em Berlim. Na programação paralela destaca-se a Corrida de Bateiras, dia 26, a Serenata à Ria, a 27, que este ano terá lugar em frente ao edifício da Capitania, o Rally das Tascas, a 28, e o desfile do Enterro, a 1 de Maio. Nos dias 28, 29 e 30, pelas 16 horas, o GrETUA - Grupo de Teatro Experimental da Universidade de Aveiro levará teatro de rua ao centro da cidade. Do recinto fará parte uma tenda para concertos, uma tenda para as barracas de curso, uma praça de alimentação, uma praça de diversões e uma pista de carrinhos de choque. De acordo com a Associação Académica da Universidade de Aveiro, a Câmara de Aveiro volta a assegurar o transporte entre o centro da cidade e as imediações do estádio, desta vez até às 7.30 horas.


Soraia Amaro

sábado, 19 de abril de 2008

Memória - Carlos Drummond de Andrade

Amar o perdido

deixa confundido

este coração.

Nada pode o olvido

contra o sem sentido

apelo do Não.

As coisas tangíveis

tornam-se insensíveis

à palma da mão.

Mas as coisas findas,

muito mais que lindas,

essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sai um "Coelho" da cartola de Menezes

Luís Filipe Menezes foi mais uma vítima do PSD. Ninguém duvida da sua ousadia ao candidatar-se contra Marques Mendes e todos os principais barões do partido, que nunca lhe perdoaram a derrota que lhes impôs nas primeiras directas "laranjas".

Parecia que vinha aí um novo Sá Carneiro. Enganei-me. Muito estadista e com discursos gastos, rapidamente deixou de agradar tanto a gregos como a troianos. Menezes tinha-me desiludido 15 dias depois de eleito, conforme escrevi aqui no meu Blog. Precisava de voltar-se para o país e as maleitas quee o afectam mas preferiu olhar para o umbigo (leia-se, o partido).


Os "os elitistas, sulistas e liberais" não lhe perdoaram, e nem esqueceram, a célebre frase do saudoso congresso do Coliseu, em 1995. Agarrou-se a Santana Lopes para dizer que tinha Lisboa com ele. Mas Lisboa não gosta de nortenhos intrometidos e tudo fez para correr com ele. Pediram a um nortenho (deu menos nas vistas) para incendiar (Pacheco Pereira) e a outro para o golpe misericordioso (Aguiar Branco).


Menezes tinha tudo contra si. Os portugueses não se reviam nesta oposição. O partido estava dividido.


CENAS DO PRÓXIMO CAPÍTULO: Pedro Passos Coelho surge como um "D. Sebastião". Lembro-me dele no Congresso da JSD em 1993 (na Figueira da Foz), onde estive com os meus amigos Jorge São José, Jorge Ratola, Jorge Oliveira e Elmano Jorge (como eu também sou Jorge, mais parecia uma convenção de Jorges). Pedro Passos Coelho e Gonçalo Capitão ficaram-me na memória desde essa altura. Passos Coelho vai ter de falar para o país e não para o partido. Assim conseguirá a confiança que a oposição tanto procurava.

Segredo - Carlos Drummond de Andrade

A poesia é incomunicável.
Fique torto no seu canto.
Não ame.
Ouço dizer que há tiroteio
ao alcance do nosso corpo.
É a revolução? o amor?
Não diga nada.
Tudo é possível, só eu impossível.
O mar transborda de peixes.
Há homens que andam no mar
como se andassem na rua.
Não conte.
Suponha que um anjo de fogo
varresse a face da terra
e os homens sacrificados
pedissem perdão.
Não peça.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Eternos Momentos!

Há momentos que são eternos.
Fracções de segundo,
minutos,
um fim-de-semana!
Há emoções que não se repetem
por mais que voltemos ao mesmo lugar...
Há pessoas que nos marcam.
Para sempre.
E só as vimos durante uma ínfima fracção
da nossa vida efémera.
Há razões que desconhecemos,
por mais que nos esforcemos
em tentar compreender.
O que nos impede de andar
é o medo do futuro
ou a experiência do passado.
E quando parece que tudo vai bem...
surgem momentos
que se repetem.
Eternos momentos!

domingo, 30 de março de 2008

Freguesias independentes ponderam criar associação alternativa à ANAFRE

O conjunto de 292 freguesias administradas por grupos de cidadãos independentes está a ponderar criar uma estrutura paralela à ANAFRE, por considerá-la «demasiado partidarizada». O presidente da associação já desvalorizou a iniciativa.

O conjunto de 292 freguesias administradas por grupos de cidadãos independentes que não se revê na actual Associação Nacional (ANAFRE) está a ponderar criar uma estrutura paralela.No 11º Congresso das Freguesias, que terminou este sábado no Funchal, foram apresentadas 18 moções, sendo apenas oito levadas a discussão e aprovadas, para além de terem sido eleitos os órgãos sociais da Associação, que não incluíram grupos de cidadãos independentes.
«Estávamos a propor a marcação de um congresso extraordinário que incluísse nos órgãos sociais elementos das freguesias eleitas através de grupos de cidadãos independentes, mas esta moção acabou por não ir a votação», revelou à TSF Edgar Jorge.
«Estamos descontentes e vamos ponderar a hipótese da criação de uma estrutura paralela à ANAFRE», adiantou o presidente da junta de freguesia de Cedrim, concelho de Sever do Vouga, considerando que a «ANAFRE está demasiado partidarizada».
Confrontado com estas críticas, o Presidente da ANAFRE desvalorizou-as, frisando que algumas das moções foram aceites e outras recusadas, o que mostra que a democracia está a «funcionar em pleno».
Armando Diniz Vieira preferiu centrar as atenções nos temas em debate no Congresso, afirmando que é necessária uma clarificação das competências entre municípios e freguesias e a aprovação da revisão das Leis das Finanças Locais, bem como o estatuto dos eleitos locais.
Com a devida vénia, da TSF

quinta-feira, 20 de março de 2008

Vergonha na Escola 2

O vídeo que coloquei abaixo chocou-me. Prolifera pelo Youtube, embora algumas versões tenham sido censuradas devido à violência.

Uma professora da Escola Carolina Michaelis, no Porto, retirou a uma aluna um telemóvel. A aluna não gostou e travou uma luta violenta com a professora.

Espero sinceramente que este seja um caso isolado. Mas mesmo assim é motivo de ampla preocupação. É aqui que deve ser centrado o debate da educação em Portugal e não na avaliação dos professores.

Parece que este caso vergonhoso se passou numa turma do 9º. ano. A aluna ficará marcada para toda a sua vida porque, seja lá o que vier a ser, nunca vai poder exigir respeito. Não o teve para com a sua professora. A professora vai sentir-se insegura naquela turma. Depois da humilhação que sofreu imagino a dificuldade que terá em voltar a encarar aquela aluna.

O caso é, no entanto, mais grave do que aparenta. A turma aparentou uma indiferença de mais de um minuto e depois aquela cena até recebeu alguns apoios. O aluno que filmava, também com um telemóvel, pedia aos colegas para sair da frente. Alguém advertia que "a velha vai cair".

Este caso foi divulgado no Jornal da Noite, na TVI. Será esta a realidade da educação? Porque se for imagino como será a escola do futuro. Um polícia em cada sala de aulas para garantir a segurança. Câmaras de vigilância (diversas) espalhadas pelas salas. À porta de cada escola haverá uma minuciosa revista para impedir a entrada de armas ou objectos que possam colocar em risco a vida de alguém. Estabelece-se o estado de sítio em cada estabelecimento de ensino. Será visto como um campo de batalha.

Talvez esteja na escola a razão do que vai mal. São estes alunos que amanhã serão os profissionais que estarão à frente dos desígnios políticos e técnicos do país? Ou será que os alunos aprendem estes comportamentos em casa?

Que saudades do meu tempo de escola!

Vergonha na Escola

terça-feira, 18 de março de 2008

Onde pára a polícia?

As notícias da TVI já começam a ser enfadonhas. São sempre as mesmas. Às vezes parece que a grelha é a mesma do dia anterior. Neste dia (17 de Março) a notícia de abertura do noticiário das 13 dava conta da onda de assaltos na zona de Sintra.

Grande novidade, pensava eu. Outra vez os tiros, os roubos, as mortes, o sangue. Como diria Albarran "o horror, o drama, a tragédia...".

Mas reflectindo melhor dei-me conta que o editor deste noticiário estava certo. É necessário continuar a denunciar os podres da nossa sociedade. Fiquei com a ideia que a notícia dava conta de bandos vindos de outros países. Talvez uma desculpa para nós portugueses. "Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão". Em minha casa mais alguém da minha família teve a mesma impressão:
-Mas porque os deixam entrar em Portugal se isto aqui já está tão mal, questionava.
-Porque nós também já fomos um país de emigrantes, retorqui, enquanto apressadamente mastigava mais um pouco de esparguete. E acrescentava que todos seriam bem vindos se viessem por bem. Mas de facto nem todos vêm. A Aldeia Global está a chegar ao nosso cantinho à beira mar plantado. Para o bem... e sobretudo para o mal.

As repercussões económicas como a subida dos preços do combustível, do pão, etc. são assaltos silenciosos às nossas carteiras. Hoje dizia-se que até ao final do ano o gasóleo podia chegar aos 1,50€/Litro. Mas a criminalidade não. É a violência pura a chegar à casa de todos nós, pela "caixinha que mudou o mundo".

Mata-se em Lisboa, mata-se no Porto e este fim-de-semana houve essa tentativa em Coimbra. As armas parecem proliferar por toda a parte. Quanto tempo faltará para que o editor jornalístico da TVI deixe de abrir um noticiário com uma morte de uma pessoa com dois tiros na cabeça? Quanto tempo faltará para que matar se banalize de tal forma que a imprensa se recuse noticiar? São perguntas preocupantes. Dei-me conta que enquanto o editor da TVI mantiver a abrir o noticiário uma onda de assaltos na zona de Sintra, estamos bem. O pior é quando já não for notícia, por ser tão usual.


CARRO ROUBADO: Há cinco anos cheguei numa manhã ao local onde presumia ter o meu carro. Não estava lá. Telefonei à minha amiga Luisa e contei-lhe o sucedido. "-Ó Ed, és meio despistado a estacionar, tens a certeza que foi aí que o deixaste?". Não tinha a certeza. Procurei um pouco mais até que me ocorreu que talvez tivesse ficado muito próximo de uma ligeira curva e tivesse sido rebocado pela polícia. "- Liga à Polícia que eles informam-te". Liguei.
"- Com essa matrícula não foi nenhum carro rebocado", garantiu-me o agente do outro lado da linha. O carro efectivamente tinha sido roubado.

Uns dias depois apareceram uns papéis, que trazia na viatura, na Mata Nacional Vale de Canas, em Coimbra. Fui num carro da polícia para os identificar. Era verdade. Os papéis tinham estado no meu carro. Não havia vestígios da viatura, mas havia naquele local uma seringa, limão e papéis ensaguentados.

Pedi à polícia que tirassem as impressões digitais. Olharam-se com cumplicidade e pareciam querer dizer-me que eu andava a ver muitas séries televisivas de ficção policial americana. "-Olhe que estamos em Portugal", parecia querer dizer-me o polícia mais velho. Não deram parte de fracos. Foram buscar luvas e um saco de plástico e introduziram-lhe alguns dos vestígios para "analisar" (santa ingenuidade).

De regresso confidenciaram-me que aquilo não serviria de nada. Protestei pelo serviço que a polícia fazia. Explicaram-me. "-Olhe, nós percebemos que esteja perturbado pelo que lhe aconteceu, mas acredite que não é por nossa causa que as coisas não estão melhores". -Então de quem é?, quis saber.

-"Há dias apanhamos um indivíduo a assaltar uma casa de um emigrante de Tovim. Trazíamos o bandido no carro e ele vinha a rir-se dizendo que ainda naquele dia estaria em liberdade. Foi presente a Tribunal e libertado nesse dia com termo de identidade e residência enquanto aguardava julgamento. Fez questão em passar por nós à saída do Tribunal, enquanto lá ficámos umas horas a preencher papelada."

-"Percebe o que lhe quero dizer?" Percebi perfeitamente. Não sou de compreensão lenta. Os polícias são pessoas como outras, com famílias, que tentam zelar pela nossa segurança mas sem qualquer apoio de retaguarda. Já vi advogados e juízes interrogar polícias, que testemunharam assaltos, como se fossem eles os ladrões.

Existe um divórcio entre a Lei (leia-se Tribunais) e quem zela pelo seu cumprimento (autoridades policiais). Enquanto isto acontecer a onda de violência vai ganhando o efeito bola de neve. Até ao dia em que irão voltar as milícias populares para fazerem justiça pelas próprias mãos.

Não são necessários mais quartéis, super-esquadras, polícias em cada esquina. São necessárias Leis justas que se cumpram exemplarmente sem subterfúgios.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Chegaram as andorinhas!

Hoje mal saí de minha casa tinha uma surpresa à porta: as andorinhas chegaram. De longe, muito longe. Voaram milhares de quilómetros para vir pousar à porta de minha casa, nos fios da electricidade.

Não queria escrever hoje. Mas a chegada das andorinhas motivou-me. Tenho uma ligação afectiva muito grande com estas aves.

Quando era muito novo tinha o costume de ir caçar com o meu pai aos domingos. Ele andou em África dois anos e vinha com o "vício" da caça. Com uma arma de pressão lá íamos aos pardais. A espera debaixo das árvores dos pomares que circundam a minha casa era uma aventura. Não tinha nenhum sentimento de culpa por matar pardais, piscos, melros, ou, mais difícil carriças (pássaros muito pequenos e sempre a mexerem-se de galho em galho), gaios ou pegas.

Numas das excursões que o meu pai organizava a Espanha, comprei na cidade fronteiriça de Tui, por pouco mais de mil escudos (umas duas mil e tal pesetas, na altura), uma arma de pressão e duas ou três caixas de "chumbos" (a munição daquela arma).

A porcaria da arma tinha a mira desregulada e era raro acertar nos pássaros, ao contrário da arma de meu pai, com mira certeira.

Certo dia, junto a minha casa, próximo do local onde hoje de manhã vi as primeiras andorinhas deste ano, vi um daqueles pássaros migratórios. Peguei na minha arma de pressão espanhola, de mira desregulada, e dei a devida folga para ver se acertava naquela ave. Após o disparo a andorinha caiu abruptamente na vertical, inanimada, ensanguentada e como a seguir constatei, morta.

Já foi há muitos anos. Não sei dizer quantos. Mas este facto marcou-me para o resto da vida. Nunca mais utilizei a arma de pressão para matar o que quer que fosse. E as armas só regressaram às minhas mãos quando cumpria o serviço militar. Na altura fiquei horrorizado. "Como era possível uma ave daquelas ter percorrido milhares de quilómetros para que eu, apenas com um ligeiro toque no gatilho de uma arma de pressão, lhe tivesse retirado a vida", pensei eu.

Peguei na andorinha morta. Estive demoradamente com ela na mão. Vi uns parasitas idênticos a moscas que circulavam entre as suas penas macias, mas o meu sentimento de culpa era demasiado grande para pensar nas implicações higiénicas.

O meu prazer em caçar terminou naquele momento. Anos mais tarde, acordavam-me todos os dias por volta das seis da manhã. Estudava em Coimbra e o seu chilriar era ensurdecedor mal o céu clareava. Não conseguia dormir depois dessa hora. Era o castigo.

Curiosamente sou actualmente militante de um partido que tem como símbolo... uma andorinha.

Sei que já me perdoaram e é por isso que não imaginam a alegria que tive hoje, ao sair de casa, e vêr as descendentes daquela a quem um dia tirei a vida. Elas anunciam a primavera, a esperança no futuro, auguram coisas boas. É assim durante metade do ano, até ao dia em que se juntam e em debandada regressam ao sul.