segunda-feira, 23 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
10.5: Apocalipse

O DIA EM QUE A TERRA NÃO AGUENTOU...
"10.5: Apocalipse" (2006 - 115m). A TVI exibiu ontem a 1ª. parte deste filme e prepara-se para colocar no ar a segunda. É um filme arrepiante, mas que dá que pensar. E se em vez dos Estados Unidos fosse em Portugal? Estaremos nós preparados para uma catástrofe à escala nacional? Como autarca, garanto que não.
Não culpo autarquias nem Governo. Só pensamos em Santa Bárbara na hora do trovejo. O Terramoto de 1 de Novembro de 1755, que fez tremer Lisboa, foi um pequeno exemplo. Após 250 anos continuamos a pensar que as desgraças acontecem apenas no quintal do vizinho e não nos preparamos adequadamente para o nosso quintal.
SINOPSE: Um pequeno abalo sísmico é sentido na costa oeste dos Estados Unidos. Por se tratar de um sismo com epicentro num lugar onde estão instaladas duas centrais nucleares, a sismóloga Samantha Hill (KIM DELANEY - C.S.I. MIAMI) é chamada para uma investigação mais profunda do acontecimento. Ela chega à conclusão que, se houver um sismo de amplitude maior, haverá o risco de se abrir uma falha que provocará a morte a milhões de pessoas. É preciso evitar um apocalipse nuclear...Uma verdadeira corrida contra o tempo!
REALIZADOR: John Lafia
INTÉRPRETES: Kim Delaney, Beau Bridges, Frank Langella, Melissa Sue Anderson, Dean Cain, Oliver Hudson, Carly Pope, David Cubitt, Tyrone Benskin.
sábado, 14 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Não à Europa federalista

Se a maioria não concorda com uma Europa federalista, mas sim com uma Europa Económica, para quê insistir?
O caso português foi paradigmático. O Governo socialista, bem apoiado pela oposição social-democrata, aceitou, sem referendo, uma Europa dos Grandes. Eu não passei procuração a ninguém para decidir por mim sobre quem me deverá administrar. Nasci português e queria que os meus governantes fossem portugueses. Há razões históricas, concerteza, que vêm desde o tempo em que D. Afonso Henriques conquistou esta parcela à beira mar.
Esta singularidade portuguesa existe também noutros Estados europeus. A grande riqueza europeia está na diversidade de culturas (latina, nórdica, báltica, entre outras). A Europa vem desde o gelo até ao Mediterrâneo e desde os Urais até ao Atlântico. É um território vasto, rico em tradições, em cultura, em história.
Juntar tudo no mesmo saco e passar a considerar a Europa como um só Estado Federalista, tipo Estados Unidos da Europa é uma ideia simultaneamente peregrina, mas também bacoca.
É como se a Europa precisasse de se colocar a reboque do mundo e não o contrário. É um assumir claro da nossa dependência aos Estados Unidos da América e aos países asiáticos emergentes. É a criação de uma auto-defesa para combater um inimigo externo que passará a estar algures na Ásia, América ou quiçá, em África.
A Europa não precisa de se proteger. A Europa é o berço da civilização ocidental e ninguém ataca as suas próprias "raízes", pois corre o risco de "secar".
Não queremos uma Europa apenas dos "Grandes", como preconizam todos os acordos e tratados que pretendem federalizar o continente. Queremos uma Europa de todos. Com várias línguas e várias culturas.
Quando é que Durão Barroso e os "patrões" da nova Europa percebem isto? Quantos mais tratados vão ter de ser rejeitados? É só colocar a referendo e qualquer país votará contra o federalismo europeu como já o fizeram a França, Holanda e agora também a Irlanda.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Charanga no 40 Horas Non-Stop de Serralves
Pelo terceiro ano consecutivo marquei presença no "40 Horas Non-Stop de Serralves", no Porto. Vi o espectáculo poético e visual, “Charanga”, dos Circolando, e gostei. O espectáculo cómico levou a criança que estava ao meu lado, a Matilde, ao colo da avó, a segredar-lhe: "Eles são malucos", como quem diz: "O Rei vai nu". Mas afinal um espectáculo circense não tem de ser maluco, para ser cómico? Como podia a Matilde imaginar na inocência da sua tenra idade?
O espectáculo parte de dois objectos simbólicos, a bicicleta e a fanfarra. Parte das entranhas da terra para desejar os elementos ali ausentes: luz, ar, viagem… Procura a solidão, a nostalgia dos mineiros… e inventa para eles um sonho de criança. Um sonho de fuga e evasão em círculos de um carrossel. Um sonho que se conta com música. A música de uma pequena filarmónica de sopros. O espaço de sonho tem a forma de um círculo. Um círculo de terra com uma enigmática peça de ferro ao centro. Antes, houve uma vida dentro da terra fria e longas viagens por estradas sem fim. Histórias de um antes de ali chegarem que o que abre o espectáculo transpõe para a tela.
A Companhia Circolando existe desde 1999. Faz espectáculos que propõem um teatro visual e interdisciplinar que cruza o teatro físico, a dança, o teatro de objectos, o circo, a música e o vídeo. A companhia vem afirmando a singularidade do seu projecto artístico com a criação e difusão dos espectáculos Caixa Insólita, Rabecas, Giroflé, Charanga, Cavaterra e Quarto Interior. Fora de Portugal, a Companhia Circolando já foi acolhida em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Eslovénia, Coreia do Sul, etc...
LA FLOR MÁS GRANDE DEL MUNDO - José Saramago
Sócrates, 1 - Camionistas, 0
