domingo, 21 de outubro de 2007
Menezes desilude no PSD

Mas não é sobre isso que pretendo falar neste artigo. É sobre outro partido, no qual militei 12 anos (1993-2004), o PSD. Sempre admirei Luís Filipe Menezes, desde que em pleno congresso social-democrata (1995) soube enfrentar os interesses "sulistas, elitistas e liberais". Falou para as bases e para o partido popular que Sá Carneiro criou, num período pós-cavaquista.
Nas recentes directas do PSD, o autarca de Gaia colheu os dividendos e foi fiel depositário das esperanças nos actuais descontentes do partido e mesmo do país.
Voltando ao "Sol" deste sábado, José António Saraiva faz já a profecia da desgraça de Menezes. E dou-lhe razão, embora com argumentos contrários aos que utilizou no seu editorial.
De facto Menezes criou a ideia que tudo iria mudar no partido, que o PSD ia ser varrido com o sopro da renovação. Eu também esperava que o partido surgisse totalmente expurgado dos "senadores" e dos "elitistas" e voltasse ao partido popular de Sá Carneiro, ou pelo menos ao de Cavaco Silva. Mas não! Repetiram-se muito nomes que estão gastos. E não me refiro a Santana Lopes...
O mais grave é que não precisava. Menezes só tem de se virar para as bases, para aqueles portugueses que vivem abaixo do limiar da pobreza e que os números divulgados há tão pouco tempo assustaram (2 milhões vivem com menos de 1 euro por dia). Menezes tem de se virar para os 400 mil desempregados e os empregados em situação precária. Menezes tem de se voltar também para as empresas e fazer para que os nossos impostos as tornem competitivas e geradoras de riqueza. Não se compreende como pode Portugal comportar um IVA superior em 5% ao espanhol. Perde-se competitividade. Menezes deverá voltar-se também para as autarquias, sobretudo aquelas que querem fazer obra e não têm com quê.
Eu acredito que Menezes sabe fazer tudo isto... e muito bem. Ele é autarca e fez um excelente trabalho em Gaia. Poderá também fazê-lo no país. Mas tem de se basear nos seus instintos e deixar de ser formatado pelos barões ou "senadores". Deverá contratar rapidamente um assessor de imagem que a primeira coisa que lhe dirá será para subir o tom do discurso. Precisa de empolgar a voz. Dá a impressão que está com medo de falar...
O PSD está bem representado na Direcção Nacional (Ribau Esteves, Jorge Tadeu ou Luís Montenegro, para apenas citar três aveirenses, provam-no). Esta juventude que o acompanha vale muito mais que os saudosistas do partido. Portugal está de olhos em Menezes mas com a defesa de uma nova Constituição, defendendo a manutenção da carga fiscal ou evitando o Referendo Europeu, Menezes rapidamente deixará cair o seu Estado de Graça.
Ripostando José António Saraiva discordo que Menezes algum dia quisesse Manuela Ferreira Leite. A estratégia foi exactamente contrária. Convidou-a para mostrar ao partido que se a união não era feita, não era por causa dele... O convite a Santana também não foi inocente. Saraiva está errado. Menezes queria-o activo no partido. Ele poderá ajustar contas com os opositores de Menezes no Sul e deixará de ter críticas que quer arrastar o PSD para o Porto.
Amanhã, ou aliás, logo mais, vamos ouvir o que Marcelo diz na sua habitual "homilia", muito longe do que já foi.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Aveiro
AVEIRO é a minha cidade. Também gosto de Coimbra e do Porto, mas AVEIRO é única. A ria e os seus canais conferem à cidade o epíteto de "Veneza Portuguesa". Mas AVEIRO é muito mais que isso.
São os ovos moles, são as gentes, é a Universidade ou a Praça do Peixe.
E depois a praia mesmo ali ao lado...
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Superstars (David Fonseca)
Your heart is broken, and you don’t seem to mind
I guess it happened a little too many times, too many times
You try and you got tired, those long a brighten stories
You weald a fire right under the snow
They don’t they don’t
How could they really know
They don’t
They don’t know how it really feels
They’re just on holidays
Like dummies filling landscapes
How could they see you cry?
Do you remember me?
I was the one that held you through
I held a spot light when you did that crazy dance
Dance with you
I felt like superstars do
Me and you
We're just like superstars
I was around you
You couldn’t really tell
I held you close while
While you drove, you just drove into hell
You know!
A kind of hurt that burns
A light that loves you blind
And while your feet go
They go deeper in the sand
You wave and drown
You rave to the crown that says
But they don’t know how really feels
They’re just here on holidays
Like dummies filling landscapes
How could they see you cry?
Do you remember me?
I was the one that held you through
I held a spot light when you did that crazy dance with me
Yeah you did that crazy dance
You did that crazy dance with me
7x
You did that crazy dance
Coz they don’t know how it feels
They’re just here on holidays
Like dummies filling landscapes
How could they see us cry?
Do you remember me?
I was the one that held you through
I held a spot light when you did that crazy dance to me
As I dance with you
I felt like superstars do
Me and you
We're just like superstars
Dance with you
Just like superstars do
Me and you
Just like superstars
Sei que Sabes que Sim (EZ Special)
"Sei que sabes que sim" EzSpecial
Sei que sabes que sim,
e que para mim
és o mundo la fora.
nao ha nada a fazer
nem nada a dizer,
aqui e agora
deixa a volta ao mundo
vai ser o que o tempo entender
em que não tens o dizer, só tens que o sentir
se sabes que sim
e que para mim
és o mundo lá fora
Olha para mim, se estiveres a fim
falamos depois, a qualqer hora
Olha para mim, tudo tem um fim
vemo-nos depois
sei que és parte de mim
estarás sempre aqui
sei que não demora
não há nada a fazer
nem nada a dizer
aqui e agora
deixa a volta ao mundo,
vai ser o que o tempo enteder
em que nao tens que o dizer
so tens que o sentir
se sabes que sim
e que para mim
és o mundo lá fora
Olha para mim, se estiveres a fim
falamos depois, a qualqer hora
Olha para mim, tudo tem um fim
vemo-nos depois [x2]
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Encosta-te a mim (Jorge Palma)
Encosta-te a mim
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim
Jorge Palma