domingo, 9 de março de 2008

A Ilha - Victoria Hislop

Terminei hoje o primeiro livro de 2008. A Ilha, de Victoria Hislop, foi e será um livro que me marcou pelos sentimentos que as 400 e poucas páginas me transmitiram.

O amor venceu qualquer adversidade, por muito forte que ela pudesse ser. E foram bastantes as que afectaram a família principal deste livro. O livro traduz-se numa mistura da grandeza trágica inimaginável de Kafka, com a forma holiodesca de Steven Spilberger (a seguir a um acontecimento marcante não há tempo para respirar, que um outro, ainda maior, estava para acontecer).


A autora, jornalista, fez uma excelente pesquisa sobre a lepra, doença que tornava uma pessoa impura, indesejável na comunidade e excluída e acantonada para uma ilha, Spinalonga.


A história passa-se entre a pequena ilha e outra maior (Creta), na Grécia. Um local que fiquei com vontade de visitar.


SINOPSE: Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza.


8 de Março de 2008

No dia de hoje houve factos que ficarão registados para a História:

1- Manifestação dos Professores: Ter dois terços de uma classe numa manifestação deverá ser sinal de preocupação para qualquer Governo. Os professores mostraram claramente a sua insatisfação, mas parece-me que estão a agir mais com a emoção (leia-se, aceitando o que os sindicatos propõem) que com a razão.

Os mais de 80 mil professores que estiveram a contestar hoje, em Lisboa, as medidas governamentais de avaliação e o Estatuto da Carreira Docente terão tido como base as suas legítimas preocupações de alienação de direitos adquiridos anteriormente e que estarão agora a ser colocados em causa.

Vamos por partes. A avaliação do desempenho é própria em qualquer organização. Só tem medo de ser avaliado quem admite que possa não ter bom resultado nessa avaliação ou quem considera que os critérios não são justos. Acredito que entre os professores existam aqueles que defendem o comodismo da progressão automática na carreira, consoante os anos que estiveram a leccionar, e aqueles que de facto se empenham na sua profissão e temem que fiquem preteridos nos critérios classificativos.

A classe dos professores não se pode é escudar no facto de que alguns deles levam trabalho para casa, porque esses desconhecem completamente a realidade actual de muitas outras profissões. Quantas vezes, enquanto fui jornalista, não trabalhei mais de 12 horas diárias e ainda levei trabalho para casa. Há funcionários públicos que ficam para lá da hora a executar trabalhos sem serem remunerados nessas horas extras. O mal é geral, não é apenas dos professores. Mas como diria alguém: "com o mal dos outros posso eu bem".

Nesta manifestação ouvimos críticas à Ministra que roçavam a falta de educação. Como pode um professor exigir educação numa sala de aula nestas condições? Bem prega Frei Tomás...

A manifestação foi meticulosamente preparada pelos sindicatos. Os custos de 300 mil euros não são irrelevantes. Quem paga esta manifestação? Os professores? O sindicato? Onde vão buscar esses fundos? Essa resposta pode ajudar a compreender muita coisa.

É necessário bom senso e simplificação do problema. A ambas as partes. Primeiro: É ou não necessária avaliação de professores? Se sim, que critérios devem ser seguidos. Se fosse eu a responder diria que sim, que é necessário avaliar qualquer profissional. Quanto aos critérios propunha uma reforma moderada baseada no princípio de que todos os professores deviam ser tratados por igual no ingresso na profissão. A partir daí subiriam de escalão de dois em dois anos se passassem numa formação de uma semana. Explico melhor. No Exército, os tenentes para serem promovidos a capitães vão passar 8 a 15 dias a um quartel (em Mafra assisti a isso mesmo) para serem avaliados. Os que passarem nesse tirocínio progridem na carreira.

A minha proposta vai mais longe: O nível mais alto seria o nível 20 (2 anos x 20 níveis = 40 anos de carreira). Se um professor começar a leccionar aos 25 anos, com mais 40, atingirá o topo da carreira com 65 anos. Isto não quer dizer que passe em todas as formações que fizer, que deverão ser exigentes, e poderá atingir a reforma no nível 19, 18, 17 ou menos ainda. As colocações seriam feitas consoante o nível (e a última classificação tida no tirocínio). É apenas uma sugestão que admite discussão.


2- Dia da Mulher: Brincou-se muito hoje com este dia. Vários amigos meus diziam-me que hoje era Dia da Mulher porque nos outros 364 (365 este ano) eram dias do homem. Voltámos às quotas socialistas que minimizam o papel da mulher na sociedade. Admira-me como é que as mulheres aceitam pacificamente esta exclusão. Não devia haver dia da mulher nem do homem. Isto sim merecia uma ampla manifestação das mulheres contra o facto de terem um dia em 365.
3- Natalidade em Portugal: O jornal Sol noticiava hoje que Portugal é o 7.º país mais velho do mundo. Cada mulher só tem 1,36 filhos, muito abaixo dos 2,1 necessários para manter a população. Mas houve um padrão que mudou: nascem hoje mais bebés no Sul do que no Norte. São necessárias, a meu ver, medidas mais enérgicas para combater esta situação.


4- Presidenciais nos EUA: Barak Obama venceu mais um Estado (dos mais pequenos dos EUA) e perfila-se como o possível candidato democrata às Presidenciais Norte-Americanas marcadas para Novembro próximo. Derrotou Hillary Clinton com mais de 60% dos votos. Começo a pensar que as clivagens que estas eleições estão a provocar nos democratas vão abrir esperanças para que seja o candidato republicano a vencer as eleições.


5- Eleições em Espanha: Amanhã é a Espanha que vai a votos numas eleições ensombradas por mais um ataque da ETA. O Governo de Madrid deverá permanecer nas mãos dos socialistas liderados por Zapatero.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

domingo, 17 de fevereiro de 2008

If You Were A Sailboat - Katie Melua



If You Were A Sailboat

If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a river I would swim you,
If you're a house I would live in you all my days.
If you're a preacher I'd begin to change my ways.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was in jail I know you'd spring me
If I was a telephone you'd ring me all day long
If was in pain I know you'd sing me soothing songs.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was hungry you would feed me
If I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you'd read me every night

If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a sailboat I would sail you to the shore

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

World Press Photo 2007

A imagem de um soldado norte-americano exausto dentro de uma trincheira no Afeganistão, feita pelo britânico Tim Hetherington para a revista Vanity Fair, ganhou esta sexta-feira, 8 de Fevereiro, um dos mais importantes prémios internacionais do fotojornalismo, da World Press Photo.


A fotografia foi tirada a 16 de Setembro de 2007 (dia do meu aniversário), em Korengal, e revela "o esgotamento de um homem e também de uma nação", justificou o presidente do júri do prémio, Gery Knight.
Tim Hetherington receberá 10 mil euros pela fotografia, escolhida por um júri internacional entre as 80.536 imagens de 5.019 profissionais de todo o mundo, representantes de 125 países.
Além do grande prémio, o júri do World Press Photo distinguiu ainda outros repórteres fotográficos em dez categorias diferentes, entre as quais desporto, natureza, cultura e retrato.


Portugês premiado


O repórter fotográfico Miguel Lopes Barreira, do jornal “Record”, foi distinguido na categoria "Sport Action" com a imagem do desportista Jaime Jesus numa competição de bodyboard na Nazaré.
Em declarações à Agência Lusa, Miguel Lopes Barreira, de 33 anos, disse ter ficado surpreendido com a distinção: "Não estava nada à espera".



No total, foram premiados 59 fotógrafos de 23 nacionalidades. A agência Getty Images Inc. recebeu cinco prémios, inclusive por imagens que mostram o assassinato da líder oposicionista paquistanesa Benazir Bhutto. John Moore registou para a Getty uma cena enevoada que mostra o instante subsequente à explosão que matou Bhutto, com pessoas a fugir do local.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

2008: O ANO DO RATO


O ano de 2008 é o ano do Rato na astrologia chinesa. Iniciando um novo ciclo que promete mudanças e boas notícias à todos os signos do zodíaco.

O Ano do Rato é uma época caracterizada pela inovação pelo pioneirismo e pelo desenvolvimento rápido, e este padrão será sentido em 2008. Haverá avanços importantes em vários sectores da indústria e novas invenções que tornarão certas tarefas mais fáceis e exercerão um grande impacto em várias áreas.
A astrologia é uma das artes mais antigas da China e existem registos de que ela surgiu há mais de 5 mil anos. Hoje, ela é praticada por todos e têm grande importância na vida dos chineses. O horóscopo chinês baseia-se no ciclo lunar de 60 anos, sendo cada ano regido por um animal. Ele é diferente da nossa astrologia ocidental, que se baseia na órbita da Terra em torno do Sol. O ano de 2008 vai começar muito bem. Será o ano do Rato no Signo do Horóscopo Chinês. Segundo astrólogos, o ano do rato é caracteristicamente um ano com poucas guerras e conflitos, menos catástrofes e excelente para os negócios e investimentos a longo prazo.
As pessoas que são regidas pelo signo do Rato são determinadas, estudiosas e generosas. As suas vidas são governadas por emoções e possuem caráter decidido. A pessoa do rato é, geralmente, uma personalidade brilhante, feliz e sociável. São também muito ambiciosas e, provavelmente, você não conhece uma pessoa com o signo do Rato pobre.

O nativo deste ano é e será bem sucedido no que quer que escolha fazer pois em qualquer situação, o rato, se adaptará. Tem a habilidade de lidar com as dificuldades e está no seu melhor durante uma crise. Cabeça leve e alerta, possui uma intuição afiada para o negócio. O adversário serve meramente para aguçar as suas sagacidades.

As pessoas do signo do Rato relacionam-se bem com as pessoas do Macaco, Boi, Dragão, Cão, Porco, Tigre e do próprio Rato. Não se dão muito bem com pessoas dos signos de Cavalo, Cabra e Galo, mas procuram viver em harmonia com todos.
NOTA: Advirto a todos os "Ratos" que sou "Galo".

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Para quem gosta de Fotografia

Apanhei este BLOG por acaso e aconselho uma visita a quem gosta de fotografia:

http://cincodemaio.blogs.sapo.pt/

domingo, 6 de janeiro de 2008