sábado, 14 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

As Mulheres de Meu Pai - José Eduardo Agualusa

Livros como este que terminei a 15 de Janeiro não se lêem. Saboreiam-se, enquanto passeamos mentalmente pelas paisagens geográficas e sociais da África lusófona profunda. Em pouco mais de um ano foi o meu segundo livro sobre África (encontra-se neste blog a menção a "África Acima" de Gonçalo Cadilhe). É o primeiro livro que termino em 2009.


"As Mulheres de Meu Pai" tem como pano de fundo, não apenas a imagem geográfica do território africano (sobretudo de Angola, Moçambique e África do Sul), mas também a imagem social do povo africano.



"De quantas verdades se faz uma mentira" pergunta o autor José Eduardo Agualusa logo na primeira página. Que mentira maior para um homem que, das sete mulheres que lhe preencheram a vida, tenha tido 18 filhos, nascidos de seis delas, sendo estéril?



O compositor Faustino Manso (figura principal deste livro, embora a história comece no seu funeral) existiu e domina a narrativa, repleta de interrupções. Laurentina (marca de cerveja e substantivo atribuído aos antigos naturais de Lourenço Marques, hoje Maputo), uma das supostas filhas, investiga a vida do seu "pai" para uma reportagem audiovisual.



"As mulheres gostavam dele. Diziam: ainda que não nos ame, ama-nos mais e melhor do que a maioria dos homens".



"Era um tipo muito tranquilo, discreto, mas não podia ver uma gaja bonita. Mal a gente se distraía ele comia-nos a mulher, as filhas, até a mãe, dependendo da idade. Há malta aqui que não pode nem ouvir a música dele. Conheço um que é alérgico. Basta eu colocar, por exemplo, "Luanda ao Crepúsculo" e ele começa a tossir, e a engasgar-se, e a respirar mal. A menina sabe qual era a alcunha do Faustino, entre nós, em quelimane? -Piscou-me o olho enquanto me servia mais uma cerveja. - O Paulatino. Quero dizer, o Pau Latino..."



O livro foi publicado em 2007, 32 anos passados sobre a descolonização, e pretende dismistificar ideais, registar aculturações sem deixar de preservar crenças enraízadas. A não perder.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Per7ume com Melhor Canção 2008

Os Per7ume, com a ajuda de Rui Veloso, venceram a edição da Melhor Canção Portuguesa de 2008, promovida pelo Blog "Actas Diárias", com "Intervalo", obtendo 40% das preferências.

A uma grande distância ficaram Mafalda Veiga ("Estrada"), com 22%, Klepht ("Por Uma Noite"), com 18%, Rita Redshoes ("The Beginning Song"), com 13% e os Classificados ("Um Segredo Fechado"), com 4%.

"Intervalo" sucede a "Encosta-te a Mim", de Jorge Palma, vencedor da edição de 2007.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A Vaca - Dr. Camilo Cruz

A Vaca é uma fábula de desenvolvimento pessoal e profissional que já cativou mais de 700 000 leitores e foi distinguida com o prestigiado Latino Book Award.

Através de uma divertida parábola, A Vaca demonstra que o verdadeiro inimigo do sucesso não é o fracasso, como muitos pensam, mas o conformismo e a mediocridade. A vaca simboliza tudo aquilo que nos mantém presos ao conformismo: desculpas, pretextos, justificações e falsas crenças. Todos temos mais «vacas» na nossa vida do que queremos admitir; este livro revela o que pode acontecer quando finalmente nos livramos destes obstáculos interiores e começamos a utilizar o nosso verdadeiro potencial.

Este livro revelou-me as "vacas" que existem em mim e ensina a matá-las, sem dó nem piedade. "A vaca representa todo o pretexto, justificação, mentira, racionalização, medo ou falsa crença que nos mantém presos a uma vida de mediocridade e nos impede de atingir a qualidade de vida que realmente merecemos. Em geral, toda a vaca pertence a uma destas duas categorias: as desculpas e as atitudes limitadoras."

"Todos temos barreiras mentais. Muitos de nós simplesmente decidimos livrar-nos delas nalgum momento da nossa vida, com a esperança de descobrir o nosso verdadeiro potencial. Você pode fazer o mesmo. A única coisa que precisa é de identificar as falsas crenças que têm vindo a limitar a sua vida até agora e substitui-las por ideias que o fortaleçam e lhe permitam utilizar o poder ue já reside dentro de si, o qual só espera ser utilizado para o ajudar a alcançar as suas metas mais ambiciosas".

Depois de "O Monge e o Executivo" (título brasileiro, que foi o livro que li, em português existe como "Servir para Liderar"), "Quem Mexeu no Meu Queijo" e "O Comprimido da Liderança", este livro ajuda-nos a uma introspecção obrigatória se queremos evitar uma vida de mediocridade e conformismo.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

sábado, 15 de novembro de 2008

Morreu Rute Cruz

Rute Cruz, que durante largos meses fez dupla no Diário da Manhã, da TVI, com José Carlos Araújo, morreu a 6 de Novembro, vítima de leucemia.
Já em Outubro do ano passado, a jornalista tinha enfrentado uma paralisia facial, o que a obrigou a ficar afastada do pequeno ecrã. “A recuperação está a correr bem e devo regressar já em Fevereiro”, declarava Rute na altura.
Rute Cruz tinha 28 anos e tinha celebrado na semana anterior o primeiro aniversário de casamento com Ricardo Mendes, violinista na Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras. Um casamento de sonho para a jornalista que quando subiu ao altar já tinha conhecimento da doença de que sofria.
Contudo, o regresso acabou por não acontecer, uma vez que lhe foi diagnosticada uma leucemia, o que a obrigava a constantes idas ao hospital. Há cerca de mês acabou por ficar internada no Hospital S. Francisco Xavier, onde acabou por perder a luta contra o cancro.
Formou-se em Português e, depois de ter frequentado um curso no Cenjor e de ser hospedeira de terra na TAP, começou por apresentar um programa sobre a Igreja Evangélica, na RTP2. Mais tarde foi convidada para trabalhar na estação de Queluz, no Diário da Manhã, onde permaneceu apenas um mês. Seguiu-se a experiência de repórter no Deluxe, onde esteve durante um ano, e, em 2006, voltou a apresentar o programa informativo das manhãs da TVI.
O corpo da jovem jornalista esteve em câmara ardente na Basílica da Estrela. O funeral realizou-se em Santarém, de onde era natural.