segunda-feira, 21 de abril de 2008

sábado, 19 de abril de 2008

Memória - Carlos Drummond de Andrade

Amar o perdido

deixa confundido

este coração.

Nada pode o olvido

contra o sem sentido

apelo do Não.

As coisas tangíveis

tornam-se insensíveis

à palma da mão.

Mas as coisas findas,

muito mais que lindas,

essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 18 de abril de 2008

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sai um "Coelho" da cartola de Menezes

Luís Filipe Menezes foi mais uma vítima do PSD. Ninguém duvida da sua ousadia ao candidatar-se contra Marques Mendes e todos os principais barões do partido, que nunca lhe perdoaram a derrota que lhes impôs nas primeiras directas "laranjas".

Parecia que vinha aí um novo Sá Carneiro. Enganei-me. Muito estadista e com discursos gastos, rapidamente deixou de agradar tanto a gregos como a troianos. Menezes tinha-me desiludido 15 dias depois de eleito, conforme escrevi aqui no meu Blog. Precisava de voltar-se para o país e as maleitas quee o afectam mas preferiu olhar para o umbigo (leia-se, o partido).


Os "os elitistas, sulistas e liberais" não lhe perdoaram, e nem esqueceram, a célebre frase do saudoso congresso do Coliseu, em 1995. Agarrou-se a Santana Lopes para dizer que tinha Lisboa com ele. Mas Lisboa não gosta de nortenhos intrometidos e tudo fez para correr com ele. Pediram a um nortenho (deu menos nas vistas) para incendiar (Pacheco Pereira) e a outro para o golpe misericordioso (Aguiar Branco).


Menezes tinha tudo contra si. Os portugueses não se reviam nesta oposição. O partido estava dividido.


CENAS DO PRÓXIMO CAPÍTULO: Pedro Passos Coelho surge como um "D. Sebastião". Lembro-me dele no Congresso da JSD em 1993 (na Figueira da Foz), onde estive com os meus amigos Jorge São José, Jorge Ratola, Jorge Oliveira e Elmano Jorge (como eu também sou Jorge, mais parecia uma convenção de Jorges). Pedro Passos Coelho e Gonçalo Capitão ficaram-me na memória desde essa altura. Passos Coelho vai ter de falar para o país e não para o partido. Assim conseguirá a confiança que a oposição tanto procurava.

Segredo - Carlos Drummond de Andrade

A poesia é incomunicável.
Fique torto no seu canto.
Não ame.
Ouço dizer que há tiroteio
ao alcance do nosso corpo.
É a revolução? o amor?
Não diga nada.
Tudo é possível, só eu impossível.
O mar transborda de peixes.
Há homens que andam no mar
como se andassem na rua.
Não conte.
Suponha que um anjo de fogo
varresse a face da terra
e os homens sacrificados
pedissem perdão.
Não peça.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Eternos Momentos!

Há momentos que são eternos.
Fracções de segundo,
minutos,
um fim-de-semana!
Há emoções que não se repetem
por mais que voltemos ao mesmo lugar...
Há pessoas que nos marcam.
Para sempre.
E só as vimos durante uma ínfima fracção
da nossa vida efémera.
Há razões que desconhecemos,
por mais que nos esforcemos
em tentar compreender.
O que nos impede de andar
é o medo do futuro
ou a experiência do passado.
E quando parece que tudo vai bem...
surgem momentos
que se repetem.
Eternos momentos!

quarta-feira, 9 de abril de 2008